Ponte da Rota Bioceânica entra na fase final e deve ser concluída em agosto de 2026
- porRedação
- 20 de Fevereiro / 2026
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Considerada estratégica para a economia sul-americana, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica avança para a etapa final de ligação entre Brasil e Paraguai. A estrutura vai conectar o município de Porto Murtinho a Carmelo Peralta, com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura. Restam cerca de 101 metros para o fechamento total da ponte. A chamada aduela de fechamento — conhecida popularmente como “beijo” das aduelas — tem conclusão prevista para o fim de maio.
Após essa fase, serão executados serviços complementares, como a instalação de cabos de aço embutidos na laje de concreto para unir definitivamente os dois lados, o retensionamento dos 168 estais que sustentam o vão central e a colocação de 168 amortecedores. Os pilares e cabos receberão sensores eletrônicos para monitoramento em tempo real das cargas e esforços estruturais, inclusive durante a passagem de veículos.
Também estão previstas a iluminação fluvial para garantir a navegação segura no Rio Paraguai, acabamento do piso, instalação de grades de proteção para pedestres e ciclistas — já que a ponte contará com ciclovia —, além de asfaltamento, pintura, sinalização e iluminação ornamental. A entrega completa está prevista para agosto de 2026.
A ponte integra o Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica, que ligará os portos do norte do Chile, como Antofagasta e Iquique, passando por Paraguai e Argentina até o Brasil.
O corredor deve reduzir em mais de 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras com destino à Ásia. Em viagens para a China, a estimativa é de diminuição de 23% no tempo de transporte, o que representa de 12 a 17 dias a menos no trajeto.
Além da ponte e dos acessos, estão previstas estruturas alfandegárias integradas em ambos os lados da fronteira. A Receita Federal do Brasil estima fluxo inicial de 250 caminhões por dia, com tendência de crescimento à medida que a rota se consolide como alternativa logística para o Mercosul e o mercado asiático.






