Pollon é citado em investigação sobre emenda de R$ 1 milhão destinada a projeto cultural
- porRedação
- 11 de Setembro / 2026
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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) aparece em investigação da Polícia Federal que apura possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares para entidades relacionadas à produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com os documentos analisados na investigação, Pollon destinou R$ 1 milhão para a Academia Nacional de Cultura (ANC), com recursos direcionados à execução do projeto “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”, previsto para ser realizado em São Paulo. A entidade é presidida por Karina Gama, que também está ligada à produtora responsável pelo filme.
A apuração questiona a destinação dos recursos por parlamentares de diferentes estados para um projeto localizado em São Paulo. No caso de Pollon, a investigação aponta possível incompatibilidade com as regras de vinculação federativa das emendas.
Em manifestação apresentada anteriormente, Pollon afirmou que o projeto não foi executado porque a entidade beneficiária não teria conseguido cumprir requisitos técnicos necessários. Segundo o deputado, diante da inviabilidade da iniciativa, os recursos foram redirecionados para a área da saúde, especificamente para o Hospital de Amor, em Barretos.
O parlamentar também sustentou que, como o projeto original não chegou a ser executado, não teria ocorrido desvio de finalidade na utilização de recursos públicos.
A investigação faz parte de uma apuração mais ampla sobre a utilização de emendas parlamentares e possíveis conexões financeiras entre entidades, empresas e pessoas envolvidas na produção de Dark Horse. A operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes estados.
Importante: a citação de Pollon na investigação não significa, por si só, que o deputado tenha sido responsabilizado criminalmente. As circunstâncias envolvendo a emenda e seu posterior redirecionamento ainda são objeto de apuração.






