Polícia Civil apura suspeita de abuso sexual contra paciente em unidade hospitalar de Campo Grande
- porRedação
- 13 de Julho / 2026
- Leitura: em 7 segundos

Santa Casa de Campo Grande. | Créditos: CG Notícias
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deu início a uma investigação para apurar o relato de uma jovem de 27 anos, que afirma ter sofrido violência sexual enquanto estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na capital. O caso foi registrado na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que já solicitou à Justiça a concessão de medidas protetivas emergenciais contra o suspeito, um técnico de enfermagem de 52 anos.
A mulher recebia cuidados médicos desde a metade do mês passado devido a complicações de saúde ligadas ao período pós-parto e à gestação. O suposto crime teria ocorrido durante o plantão da madrugada do último dia 10 de julho.
De acordo com o depoimento colhido pelas autoridades policiais, o profissional de saúde teria ministrado medicações à paciente e retornado ao leito posteriormente. A vítima relatou ter acordado no momento do ato, o que permitiu o reconhecimento do funcionário antes de sua saída do local.
Logo após o ocorrido, a jovem comunicou os fatos à equipe de enfermagem do turno seguinte. Uma psicóloga e a enfermeira-chefe foram acionadas para prestar o suporte inicial. Na sequência, a direção da instituição de saúde foi notificada sobre o acontecimento, e a paciente acabou transferida da UTI para uma acomodação na ala da maternidade, onde permaneceu acompanhada por parentes.
A defesa da vítima requereu judicialmente o afastamento do investigado de suas funções assistenciais e a proibição de aproximação ou qualquer tipo de contato enquanto as investigações estiverem em andamento. A Deam dará continuidade aos procedimentos ouvindo formalmente a paciente, possíveis testemunhas e o profissional apontado como responsável.
Em posicionamento oficial, a administração do hospital informou que tomou ciência do ocorrido no mesmo dia do relato e que iniciou os procedimentos internos necessários para a apuração rigorosa dos fatos, além de garantir o acolhimento à paciente. A instituição comunicou ainda que colabora com o trabalho das autoridades policiais e aguarda a conclusão do processo legal para que as devidas responsabilidades sejam estabelecidas.






