PM morto em confronto na fronteira aguardava convocação para curso do Exército

| Créditos: Foto: Arquivo Familiar


O soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morto durante um confronto armado em Corumbá, alimentava o sonho de seguir carreira nas Forças Armadas. Segundo familiares e pessoas próximas, ele aguardava a abertura de uma vaga para ingressar em um curso do Exército Brasileiro, projeto que conciliava com a atuação na corporação estadual.

Marcelo integrava o Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (Getam) do 6º Batalhão da Polícia Militar e estava na instituição havia cerca de dez meses. Na noite de terça-feira (30), ele foi atingido por disparos durante uma tentativa de abordagem a suspeitos armados, em uma ocorrência relacionada ao combate ao tráfico de drogas na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Apesar de ter sido socorrido, não resistiu aos ferimentos.

Amigos descrevem o policial como dedicado à profissão e disciplinado. Além do compromisso com a segurança pública, ele se preparava para uma nova etapa na carreira militar, aguardando a oportunidade de participar da formação no Exército.

A morte do soldado provocou manifestações de pesar de diferentes instituições. A Polícia Civil, a Guarda Civil Municipal de Corumbá e a própria Polícia Militar prestaram homenagens ao militar e solidariedade aos familiares, destacando sua dedicação ao serviço público.

Após o episódio, a Polícia Militar reforçou o policiamento em Corumbá e Ladário, enquanto as forças de segurança seguem com as investigações para localizar os envolvidos no confronto.

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