Plano detalha ações para fortalecer cadeias pecuárias e impulsionar produção sustentável no Pantanal
- porRedação
- 08 de Julho / 2025
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| Créditos: Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo
Um estudo recente detalha os desafios e oportunidades das principais atividades pecuárias no Pantanal, região que representa 27% do território e 6,8% do PIB de Mato Grosso do Sul. O plano sugere medidas como selos de origem, rastreabilidade de couro e incentivos à exportação, visando aliar produção e preservação ambiental.
A bovinocultura de corte, principal atividade da região, concentra mais de 4,2 milhões de cabeças – cerca de 22,7% do rebanho estadual. Em 2024, a comercialização de bezerros e bois movimentou R$ 5 bilhões, reforçando o papel do Pantanal como fornecedor de animais para engorda e abate.
Diversificação e sustentabilidade
Além do gado, o estudo analisou cadeias como piscicultura, ovinocultura, apicultura e até a criação de jacarés. A ovinocultura, por exemplo, registrou crescimento em abates e valorização da raça pantaneira, enquanto a apicultura enfrenta desafios logísticos, apesar do potencial com a Indicação Geográfica do Mel do Pantanal.
A piscicultura e a criação de jacarés são apontadas como áreas promissoras, desde que haja investimento em genética e manejo sustentável. Já a equideocultura, essencial para a cultura local, pode ganhar impulso com ações de registro e promoção da raça pantaneira.
Infraestrutura e políticas integradas
O plano também destaca a necessidade de melhorar a logística na região, com ampliação de portos fluviais e estradas, além da modernização da inspeção sanitária. Dados de órgãos como IBGE e SENAR foram usados para embasar as propostas, que buscam equilibrar produção e conservação.
Segundo Jaime Verruck, titular da Semadesc, 45% dos animais abatidos na região estão em programas estaduais, como o Precoce MS, indicando avanços na conciliação entre desenvolvimento e sustentabilidade. "Temos agora um diagnóstico completo para fortalecer as cadeias produtivas com um olhar diferenciado", afirmou.
O governo estadual reforça que o Pantanal se destaca pela produção aliada à preservação, mantendo tradições centenárias enquanto protege um dos biomas mais importantes do mundo.






