PF investiga empresa de táxi suspeita de repassar propina a desembargador afastado

Desembargador Vladimir Abreu | Créditos: Reprodução/TJMS

A Polícia Federal investiga a empresa Rodar Serviços de Táxi e Transporte Personalizado, que opera no aeroporto de Campo Grande, por suspeita de envolvimento em um esquema de repasse de propina ao desembargador afastado Vladimir Abreu. A investigação faz parte da Operação Ultima Ratio, que apura a suposta venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

De acordo com o relatório da PF, a empresa teria repassado mais de R$ 147 mil aos filhos do desembargador, Ana Carolina e Marcos Abreu, por meio de Flávio de Moraes, ex-proprietário da Rodar. Atualmente, a empresa pertence ao advogado Félix Jayme Nunes da Cunha, apontado como um dos operadores do esquema.

A PF identificou transferências milionárias da esposa de Félix Jayme para Flávio de Moraes, que posteriormente repassava parte dos valores aos filhos de Abreu. Embora não tenha comprovado a finalidade dos repasses, a PF suspeita que a empresa era utilizada para lavar dinheiro proveniente da venda de sentenças.

A Rodar opera no aeroporto de Campo Grande há cerca de quatro anos, mesmo sem alvará para atuar como serviço de táxi. A empresa já foi multada por operar irregularmente e chegou a ocupar um espaço privilegiado no saguão de desembarque, sem pagar aluguel. Atualmente, a empresa aborda passageiros na área externa do aeroporto.

Com informações do Correio do Estado

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