PF intensifica combate à mineração ilegal no Pantanal em meio a cifras milionárias
- porRedação
- 27 de Agosto / 2024
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| Créditos: Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) em Corumbá está aprofundando uma investigação para combater a mineração ilegal no Pantanal, com foco na região de Paraguai-Mirim. A área, de difícil acesso, situada a mais de 3 horas e 30 minutos de barco de Corumbá, Rio Paraguai acima, está sob investigação desde fevereiro do ano passado.
A motivação por trás dessa exploração ilegal são os altos valores envolvidos no setor: em 2023, a produção mineral em Mato Grosso do Sul atingiu R$ 111,4 milhões. Os produtos explorados legalmente no estado incluem minério de ferro, calcário, minério de manganês, rochas britadas e cascalho. A extração de minerais em MS em 2023 foi a maior já registrada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), com dados desde 2010.
As investigações revelaram que, além da exploração ilegal, os criminosos também praticam outros crimes, como grilagem de terras em áreas devolutas e de difícil acesso no Pantanal. Vistorias também indicaram que trabalhadores são submetidos a condições análogas à escravidão nessas propriedades, além do registro de desmatamento.
A Operação Chamberlin, deflagrada em 23 de agosto, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em Corumbá e Cuiabá. Durante a operação, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Itens como mídias digitais, dinheiro, veículos e pedras preciosas foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Um estudo de 1991 do Ministério da Infraestrutura indicou o potencial do Pantanal para exploração de diversos recursos minerais, mas alertou para os riscos ambientais. A pesquisa destacou que qualquer atividade minerária na região deveria ser realizada com muita cautela, devido ao impacto ambiental em um "santuário ecológico".
As investigações, iniciadas no ano passado, contaram com a participação de agentes da ANM e fiscais do Ibama. Na primeira incursão, foram encontrados sinais de tentativa de mineração e desmatamento ilegal. Os incêndios florestais no Pantanal, que devastaram mais de 2 milhões de hectares entre janeiro e agosto, intensificaram a determinação do governo federal em combater crimes ambientais na região.
A PF não divulgou nomes dos investigados, já que o caso corre em segredo de Justiça, mas reafirmou seu compromisso em combater os crimes ambientais no Pantanal.






