Petro revela teor da conversa com Trump e defende aliança energética entre América do Sul e Estados Unidos

| Créditos: Fotógrafa: Nathalia Angarita/Bloomberg

Segundo Petro, a conversa teve como eixo central o que ele chamou de “desencontro de visões” sobre a forma como Washington se relaciona com a América Latina.

Na publicação, o líder colombiano compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra uma águia — símbolo nacional dos Estados Unidos — ao lado de uma onça-pintada, animal típico da América do Sul, como metáfora da relação entre as duas regiões.

Petro afirmou que o diálogo abordou, sobretudo, o interesse do governo norte-americano pelo petróleo da Venezuela. Para o presidente colombiano, a América Latina não deve ser vista apenas como fornecedora de combustíveis fósseis, mas como uma parceira estratégica na transição energética global.

“Um uso da América Latina apenas para petróleo levaria à destruição do direito internacional e, portanto, à barbárie e a uma terceira guerra mundial”, escreveu Petro.

O presidente destacou ainda o potencial do continente sul-americano para a geração de energia limpa, defendendo uma aliança regional voltada à produção de fontes renováveis para abastecer os Estados Unidos. Segundo ele, a América do Sul tem capacidade de produzir cerca de 1.400 gigawatts (GW) de energia, enquanto a demanda norte-americana por fontes que substituam petróleo e carvão seria de aproximadamente 840 GW por ano.

“Ou seja, a América Latina pode fazer com que 100% da matriz energética dos Estados Unidos seja limpa, e isso seria o maior passo na luta para deter a crise climática em favor da vida”, afirmou.

Petro estimou em cerca de US$ 500 bilhões o volume de investimentos necessários para viabilizar a exploração em larga escala das fontes de energia limpa no continente, colocando a proposta como uma alternativa geopolítica e ambiental à dependência dos combustíveis fósseis.

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