Petro demonstra otimismo com encontro na Casa Branca após meses de tensão com Trump
- porRedação
- 24 de Janeiro / 2026
- Leitura: em 7 segundos

| Créditos: Fotógrafa: Nathalia Angarita/Bloomberg
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta sexta-feira (23) estar otimista em relação ao encontro previsto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para as próximas semanas na Casa Branca. A sinalização ocorre após um período de forte tensão diplomática entre os dois países, que incluiu sanções, trocas de acusações e até a ameaça de ações militares.
“As conversas estão indo bem”, escreveu Petro em uma breve publicação na rede social X, ao comentar o anúncio do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia sobre os preparativos para a reunião, prevista para o dia 3 de fevereiro.
Em comunicado oficial, a chancelaria colombiana informou que a ministra das Relações Exteriores, Rosa Villavicencio, manteve uma conversa telefônica considerada cordial com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo o ministério, ficou confirmado que Petro receberá “todas as garantias próprias de uma visita de um chefe de Estado”.
A confirmação ocorre após declarações feitas em setembro pelo governo norte-americano, quando os Estados Unidos chegaram a anunciar a possível revogação do visto do presidente colombiano. A medida foi cogitada depois de Petro ter, em um comício contra ações militares na Faixa de Gaza, incentivado soldados americanos a desobedecerem ordens de Trump.
De acordo com o governo colombiano, Villavicencio e Rubio discutiram os principais temas que devem integrar a agenda do encontro presidencial. Entre eles estão o combate ao crime organizado transnacional, questões de segurança regional — que não foram detalhadas — e oportunidades de cooperação econômica entre os dois países.
O Departamento de Estado dos EUA também confirmou a ligação entre os representantes diplomáticos. Segundo o vice-porta-voz principal, Tommy Pigott, a conversa serviu para alinhar “prioridades comuns”, incluindo temas ligados ao comércio bilateral.
A relação entre Petro e Trump começou a dar sinais de distensão no início de janeiro, quando o presidente americano atendeu a uma ligação do líder colombiano. Na ocasião, Trump afirmou que Petro explicou “a situação das drogas e outros desacordos que tivemos”.
Os atritos entre os dois governos envolveram divergências sobre política migratória e a postura dos Estados Unidos em relação às ações militares de Israel na Faixa de Gaza, mas se concentraram principalmente no combate ao narcotráfico. Trump chegou a acusar Petro, sem apresentar provas, de ser um “chefe do tráfico”, o que levou o Departamento do Tesouro americano a impor sanções ao presidente colombiano e à sua esposa.
Petro negou as acusações, classificando-as como injustas, e reiterou que sua atuação política sempre foi voltada ao enfrentamento do narcotráfico no país. O encontro previsto para fevereiro é visto por analistas como uma oportunidade de reaproximação diplomática e de redefinição da agenda bilateral entre Colômbia e Estados Unidos.






