
| Créditos: Reprodução/Temptalia
Ela acorda sozinha, escolhe seu café, e o mundo lá fora segue, apressado, sem perceber que ali dentro existe um universo que ninguém mais pode invadir. Ela descobriu dois vícios perigosos: amor-próprio e paz.
E é exatamente aí que mora o perigo.
Não precisa de aplausos para se sentir suficiente. Não aceita qualquer coisa, nem qualquer presença. Entendeu que merece mais, que sua paz não se troca por migalhas de atenção e que seu amor-próprio não se entrega a fragmentos de afeto.
Aprendeu que a própria companhia não cansa, não machuca e não pesa. Que abrir a porta é um privilégio, e só para quem soma, para quem traz leveza, para quem respeita o universo que ela construiu dentro de si.
Ela é rara porque sabe que liberdade também é um tipo de amor. É intensa porque conhece o valor do que conquistou. É perigosa porque, depois que aprendeu a ser feliz sozinha, ninguém consegue convencê-la a se contentar com menos do que merece.
A mensagem pode até estar fora de época, afinal, o dia que dizem ser da mulher é 8 de março, não é mesmo?
ERRADO! Dia da mulher são todos os dias.
E é exatamente por isso que ela inspira. Porque a verdadeira força feminina não está em depender de outro, mas em se descobrir inteira — em se tornar imbatível na própria companhia.
Inspirado no áudio de @meninodavozoficial
Por Alcina Reis






