Pedra fundamental marca início da nova sede do TRF3 em MS

O primeiro passo para a construção do prédio do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) em Mato Grosso do Sul foi dado na última semana com o lançamento da pedra fundamental, em área localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

A nova estrutura reunirá, em um único endereço, diversas repartições atualmente espalhadas pela cidade. O prédio vai concentrar varas, juizados, turmas recursais, fórum cível e criminal, além de abrigar a Turma Regional de Mato Grosso do Sul, consolidando a descentralização do segundo grau da Justiça Federal no Estado.

Para o presidente do TRF3, desembargador federal Carlos Muta, a centralização das atividades proporcionará maior integração entre juízes e servidores, além de facilitar o acesso de jurisdicionados e advogados. Segundo ele, Campo Grande tornou-se a terceira capital do país a receber uma Turma descentralizada da Justiça Federal, permitindo que a população tenha atendimento direto em segunda instância. Ele destacou ainda que mais de 50% das ações ajuizadas envolvem questões previdenciárias e assistenciais, reforçando o impacto social da iniciativa.

A diretora do Foro da Seção Judiciária de Mato Grosso do Sul (SJMS), juíza federal Monique Marchioli Leite, classificou a solenidade como um momento histórico. De acordo com ela, além do ganho prático de reunir todas as unidades em um mesmo espaço, haverá redução de custos e maior integração entre as equipes, fortalecendo o sentimento de pertencimento institucional.

O terreno onde o prédio será construído foi doado pelo Governo do Estado em 2009. Uma tentativa de iniciar as obras ocorreu dois anos depois, mas o projeto foi interrompido por razões técnicas. Agora, a construção será realizada com recursos próprios do Judiciário Federal.

Atualmente, enquanto outros órgãos do sistema de Justiça possuem sedes no entorno do Parque dos Poderes, a Justiça Federal funciona de forma dispersa em Campo Grande e enfrenta limitações estruturais. O primeiro prédio da SJMS data de 1980, e o atual, de 1993, já não comporta a crescente demanda.

O projeto básico da nova sede está em fase final de elaboração. Em seguida, serão desenvolvidos o projeto executivo e o processo licitatório. A expectativa é lançar o edital em setembro, concluir os trâmites até o fim do ano e, se possível, iniciar as obras ainda em 2026. Por estar inserido no Parque dos Poderes, o projeto arquitetônico prioriza a valorização ambiental e a sustentabilidade, alinhando modernidade e responsabilidade ecológica.

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