Soraya vê oportunidade para MS após novas tarifas dos EUA

A senadora por Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (Podemos), avaliou que as novas taxas de 15% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem representar uma janela de oportunidade no curto prazo para o Brasil, especialmente para o setor exportador sul-mato-grossense. A decisão foi anunciada no último sábado (21).

Segundo a parlamentar, a recente deliberação da Suprema Corte dos Estados Unidos limitou o uso de tarifas amplas com base em lei de emergência, o que anulou as chamadas tarifas “recíprocas” aplicadas anteriormente. Essas tarifas começaram em 10% em abril de 2025 e chegaram a percentuais mais elevados para alguns países, incluindo sobretaxa adicional de 40% sobre determinados produtos brasileiros.

Apesar disso, no mesmo dia, a Casa Branca anunciou uma nova tarifa global de 10%, posteriormente elevada para 15%, dentro dos limites previstos na legislação comercial de 1974.

Para Soraya, embora a decisão judicial represente um marco ao restringir o uso discricionário de tarifas, ela não altera a orientação protecionista da política comercial norte-americana. Ainda assim, no curto prazo, pode haver redução de barreiras e oportunidades para exportadores brasileiros, especialmente do Mato Grosso do Sul, que tem forte presença na venda de alimentos aos Estados Unidos. A senadora, contudo, alertou para os riscos de instabilidade regulatória e para o uso político das tarifas, defendendo atuação coordenada do governo brasileiro para ampliar a previsibilidade tributária e reduzir a exposição do setor exportador a oscilações externas.

Já o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), considerou que a medida trouxe saldo positivo ao Brasil. Em declaração feita na cidade de Aparecida, ele afirmou que a alíquota global de 15%, aplicada de forma igualitária, preserva a competitividade brasileira.

Alckmin argumentou que a tarifa média de produtos norte-americanos que entram no Brasil é de 2,7% e que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto em bens quanto em serviços. Assim, segundo ele, mesmo com a nova alíquota, o país não perde competitividade diante de outros mercados, já que a taxação é uniforme para todos.

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