Patrimônio de Gerson tem alta de 558% e atinge R$ 18,4 milhões


O patrimônio declarado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Gerson Claro (PP), alcançou R$ 18,4 milhões em 2026. O valor representa uma alta expressiva em relação aos R$ 2,79 milhões informados pelo parlamentar quatro anos antes.

Os dados constam das declarações de patrimônio apresentadas à Justiça Eleitoral. Entre os bens relacionados estão duas propriedades rurais, avaliadas em R$ 6 milhões e R$ 4 milhões, além de um rebanho de 1.096 bovinos, estimado em aproximadamente R$ 3,8 milhões.

Também aparecem na declaração três veículos, incluindo uma Toyota Hilux avaliada em R$ 435 mil, um modelo da Mercedes-Benz de R$ 347 mil e outro veículo estimado em R$ 297,7 mil. O patrimônio inclui ainda uma residência, uma chácara e aplicações financeiras.

Evolução patrimonial

A declaração apresentada em 2026 indica uma mudança significativa em relação aos valores registrados em anos anteriores. Em 2010, quando disputou pela primeira vez uma vaga de deputado estadual, Gerson Claro declarou patrimônio de aproximadamente R$ 802 mil.

Em 2018, o valor informado foi de cerca de R$ 2,5 milhões. Já em 2022, a declaração apontava patrimônio de R$ 2,79 milhões. Em 2026, o montante informado à Justiça Eleitoral chegou a R$ 18,42 milhões.

O crescimento ocorre durante o período em que o parlamentar passou a comandar a Assembleia Legislativa, função que assumiu em 2023.

Questão envolvendo IPTU

O nome do deputado também está relacionado a uma disputa judicial envolvendo uma empresa imobiliária da qual é sócio. O município de Sidrolândia cobra aproximadamente R$ 2,8 milhões em IPTU referentes a um loteamento localizado na cidade.

A empresa recorreu à Justiça para contestar a cobrança. O caso envolve débitos acumulados ao longo de vários anos e permanece em discussão judicial.

Além das questões tributárias, Gerson Claro responde a processos relacionados a investigações anteriores. Ele foi alvo da Operação Antivírus, deflagrada pelo Gaeco em 2017, que investigou suspeitas de irregularidades envolvendo contratos no Detran-MS. O parlamentar nega as acusações e sustenta sua inocência.

A evolução dos valores declarados à Justiça Eleitoral, por si só, registra apenas a variação do patrimônio informado pelo parlamentar em diferentes eleições e não estabelece relação automática entre esse crescimento e qualquer irregularidade.

Compartilhe: