Paralisação de professores da rede municipal suspende aulas em Campo Grande nesta sexta-feira


As instituições de ensino da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande iniciaram a manhã desta sexta-feira com as atividades suspensas. A interrupção no atendimento escolar ocorre em razão de uma paralisação programada pelos professores, deixando os estudantes da rede sem aulas ao longo do dia.

Nas unidades escolares, informativos foram fixados nos portões para notificar os responsáveis sobre a suspensão dos turnos matutino e vespertino, abrangendo desde a educação infantil até o 9º ano. A administração das escolas comunicou que o dia letivo será reposto posteriormente e que as famílias serão devidamente orientadas sobre o novo cronograma.

A suspensão das atividades foi deliberada no início da semana, durante uma Assembleia Geral Extraordinária organizada pelo Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), que contou com a participação de aproximadamente 300 educadores. O motivo do protesto é a cobrança pelo reajuste salarial de 5,4%, fundamentado na legislação municipal que trata do Piso de 20 horas para a categoria. Conforme a liderança do sindicato, a medida foi tomada diante da ausência de progressos nas tratativas com o Executivo local.

Por outro lado, a gestão municipal argumenta que o cenário das negociações foi impactado por uma recente alteração no percentual do piso nacional definido pelo Governo Federal, que passou de 0,37% para 5,40%, sem a previsão de repasses complementares da União para custear o impacto nos municípios. A prefeitura ressalta que Campo Grande atualmente paga o maior piso de 20 horas do país, superando o valor base em 71% — correspondendo a R$ 4,6 mil mensais — para atender uma demanda de cerca de 110 mil estudantes.

O cronograma do movimento prevê uma concentração inicial na sede da entidade sindical, seguida de uma marcha em direção ao prédio da Prefeitura de Campo Grande, onde os profissionais pretendem cobrar um posicionamento formal da administração pública. Este protesto ocorre cerca de dois meses após uma manifestação anterior da categoria, realizada na região central da capital.

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