Paraguai: cerca de metade dos quase R$ 5 milhões furtados em assalto a banco é recuperada nas ruínas
- porRedação
- 01 de Novembro / 2025
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| Créditos: Foto: Reprodução/ABC Color
A contabilidade final dos valores após o assalto à agência do banco Itaú, localizada no distrito paraguaio de Katueté (a cerca de 60 km de Mundo Novo, Mato Grosso do Sul), revelou que uma quantia significativa foi encontrada em meio aos destroços. O crime, ocorrido na madrugada da última quinta-feira (30), resultou em grande destruição.
As equipes de fiscalização, polícia e funcionários do banco contabilizaram R$ 2.577.950 (conversão de guaranis e dólares) nos escombros. Parte desse montante estava danificada pelos explosivos utilizados na ação criminosa. Antes do ataque, o banco possuía um total de R$ 4.953.300 em suas dependências. Os assaltantes conseguiram subtrair R$ 2.374.350, o que significa que o valor recuperado superou o que foi levado pelo grupo. O montante resgatado e o dinheiro dos caixas eletrônicos foram enviados sob forte escolta para Ciudad del Este.
O assalto, que aconteceu em um vilarejo com menos de 20 mil habitantes, foi marcado pela intensidade e planejamento da quadrilha. Os criminosos isolaram Katueté ao bloquear os acessos a Salto del Guairá e Ciudad del Este. Eles utilizaram um drone para acompanhar o movimento policial e espalharam "miguelitos" (pregos retorcidos) nas vias, incapacitando viaturas. Testemunhas relataram que centenas de tiros foram disparados para o alto, criando um clima de terror.
A polícia encontrou dois automóveis utilizados na ação. Uma caminhonete Toyota Hilux preta, roubada em setembro, foi localizada abandonada em Nova Esperança, e nela havia um artefato explosivo não detonado. Uma segunda caminhonete, uma Ford Ranger branca furtada na Argentina, foi achada queimada a 71 km do local.
Em um desdobramento inusitado da investigação, o general Melanio Salomón Servín Aquino, da Direção Geral de Material Bélico (Digemabel), revelou que os detonadores e explosivos empregados no ataque têm registro de venda legal. Os materiais foram adquiridos nos últimos meses por pelo menos 15 empresas ou indivíduos. Este fato aponta que os assaltantes obtiveram parte de seus recursos de maneira lícita para executar o plano criminoso.






