PAC 2026 prevê obras em Campo Grande e região, mas deixa de fora projeto contra enchentes na Rachid Neder

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2026 prevê a execução de obras em Campo Grande e em municípios da região, incluindo a reforma de parte do Rotunda, que deve integrar o pacote de investimentos do Governo Federal. No entanto, nem todas as propostas apresentadas foram contempladas. Entre os projetos que ficaram de fora está a obra de contenção de enchentes na Avenida Rachid Neder, uma demanda antiga da Capital.

De acordo com dados do canal oficial do Governo Federal, o Novo PAC prevê investimentos de R$ 18,6 bilhões em Mato Grosso do Sul até o fim de 2026. Desse total, R$ 6,8 bilhões já foram executados, o que representa 36,8% dos recursos. Além disso, outros R$ 5,5 bilhões estão projetados para o período pós-2026, elevando o volume total de ações destinadas ao Estado para R$ 24,1 bilhões.

Levantamento feito pelo Jornal Midiamax, com base em informações da Secretaria Especial de Comunicação sobre o Novo PAC em Mato Grosso do Sul, aponta que os 635 projetos previstos para o Estado estão distribuídos em diferentes eixos de investimento.

As áreas com maior número de iniciativas são Saúde, com 289 projetos, e Educação, Ciência e Tecnologia, com 179. Também há ações previstas em Transporte Eficiente e Sustentável (60), Cidades Sustentáveis e Resilientes (54), Água para Todos (20), Infraestrutura Social e Inclusiva (17), Inclusão Digital e Conectividade (8) e Transição e Segurança Energética (8).

Do total de projetos, 116 já foram concluídos. Os demais estão distribuídos de forma relativamente equilibrada entre as fases de execução (176), ação preparatória (173) e licitação ou leilão (170).

Apesar do volume expressivo de recursos e da diversidade de áreas atendidas, a exclusão de projetos considerados estratégicos para a infraestrutura urbana, como o de combate às enchentes na Avenida Rachid Neder, reacende o debate sobre prioridades e critérios de seleção dentro do PAC, especialmente em relação às demandas históricas de Campo Grande.

 

Foto: elder Carvalho, Jornal Midiamax

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