“Os Passarinhos na Política de MS”

| Créditos: Imagem: Reprodução/ Pragmatismo Politico


Os corredores da política sul-mato-grossense andam agitados por um burburinho que cheira a mudança de ares para 2026. Dois pesos-pesados da bancada federal tucana, Dagoberto Nogueira e Beto Pereira, ambos do PSDB, estariam com um pé e meio fora do ninho, mirando o Republicanos durante a próxima janela partidária, prevista para o primeiro semestre.

A chegada seria tão impactante que um deles, cogita-se, assumiria o comando estadual da legenda, hoje nas mãos do deputado Antonio Vaz. E aqui reside o primeiro nó do enigma: Vaz, dizem as paredes, foi o artífice que construiu e fez o Republicanos crescer em Mato Grosso do Sul. A sabedoria popular, no entanto, tem a máxima de que "em time que está ganhando não se mexe". Por que, então, a suposta troca no leme?

Passarinho fofoqueiro soprou que a ideia do Republicanos para as próximas eleições é promover uma "oxigenação" com o lançamento de novos nomes de perfil ligado à direita. Mas a trama se complica. Dagoberto e Beto Pereira são egressos de um PSDB que, bem sabemos, pende para o centro-esquerda. O que os levaria a migrar para um partido de matiz ideológico tão distinto? A dissonância é evidente e levanta a sobrancelha dos observadores.

No meio desse xadrez, fala-se que o Republicanos não teria planos de lançar candidato próprio ao Senado, mantendo o curso da aliança para a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e o apoio à candidatura senatorial do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

Contudo, eis que surge um contraponto de peso: o Capitão Contar, após um encontro recente com Marcos Pereira, o presidente nacional do Republicanos em Brasília, garante que há, sim, interesse da cúpula em ter um nome próprio para o Senado e que o convite foi reforçado a ele.

Toda essa complexa engrenagem é lubrificada em Brasília, envolvendo o presidente nacional Marcos Pereira, além de Riedel e Azambuja. O foco principal, segundo as negociações, seria a formação de chapas competitivas para as vagas de deputados estaduais e federais. A prioridade é clara: garantir a reeleição de Dagoberto e Beto Pereira e conquistar três cadeiras na Assembleia Legislativa, mantendo, inclusive, a do deputado Antonio Vaz.

Em suma, a janela partidária de 2026 promete ser mais que uma simples troca de legenda; será um verdadeiro teste de equilíbrio e ideologia, onde a conveniência eleitoral tenta costurar alianças que, à primeira vista, parecem despropositadas. O tempo dirá qual passarinho voará mais alto e qual ninho, afinal, será o mais confortável.

Por Alcina Reis

| Créditos: Arquivo pessoal

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