Órgão ambiental estadual derruba veto federal e autoriza supressão vegetal de 7,3 mil hectares próximo ao Pantanal
- porRedação
- 13 de Outubro / 2026
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Por uma placar apertado de 8 votos a 7, o Conselho Estadual de Controle Ambiental aprovou a liberação para a supressão de vegetação nativa em uma propriedade rural de 21,7 mil hectares. A decisão contrariou a recomendação do órgão ambiental federal, que cobrava novos estudos de impacto e a redução da área afetada devido à proximidade com regiões alagáveis e nascentes.
A votação decisiva ocorreu após intensa articulação do órgão ambiental do estado, garantindo a aprovação do projeto com o apoio de representantes do meio político e da sociedade civil. A proposta original do empreendimento previa a retirada de vegetação em uma extensão ainda maior, superior a 8 mil hectares, mas sofreu adequações ao longo dos dois anos de tramitação.
Investimento e divergências técnicas
O plano de exploração aprovado prevê o aporte de mais de R$ 35 milhões nos próximos três anos. Os recursos serão destinados à limpeza da área, preparação do solo e aquisição de insumos agrícolas. A destinação do espaço inclui tanto a produção de grãos e lavouras quanto a expansão da pecuária bovina.
Por outro lado, o parecer técnico barrado alertava para os riscos socioambientais em áreas de preservação permanente. A avaliação dos técnicos federais apontava a incidência do desmate sobre trechos de brejos e nascentes, exigindo novo levantamento florestal e a readequação dos limites para resguardar árvores protegidas pela legislação, como o ipê-roxo e o jatobá.
Suspeita de irregularidade e avanço no bioma
Além do debate técnico no conselho, há suspeitas de que os trabalhos de limpeza da vegetação na fazenda já tenham começado antes mesmo do aval oficial. Monitoramentos de satélite registrados nos últimos meses indicam alteração na cobertura vegetal da propriedade.
Este caso se soma a uma série de processos de licenciamento em andamento nas zonas de transição do Pantanal. Outras audiências públicas estão agendadas para os próximos meses a fim de debater a supressão de vegetação nativa em proporções similares na região.






