Fenômeno físico no oceano é revelado e explica retenção de carbono no fundo do mar
- porRedação
- 13 de Outubro / 2026
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| Créditos: Gife
Nas regiões abissais do planeta, ocorre um fluxo ininterrupto de matéria orgânica conhecida como "neve marinha". Esse material, constituído por resíduos orgânicos, fragmentos de plâncton, sedimentos e dejetos de pequenos seres marinhos, desprende-se da superfície ensolarada e afunda gradualmente em direção às zonas escuras do oceano.
Até então, os mecanismos exatos envolvidos no transporte desse material eram parcialmente desconhecidos. No entanto, análises recentes revelaram um elemento decisivo no processo: a viscosidade dos aglomerados. A aderência e a densidade dessas partículas definem diretamente a eficiência do deslocamento e o volume de carbono armazenado no leito oceânico. Fragmentos com maior pegajosidade submergem a velocidades superiores, conseguindo transportar um volume de carbono mais de seis vezes maior do que as partículas de menor viscosidade.
O mistério da perda de carbono durante a descida
Anualmente, o deslocamento da neve marinha movimenta uma quantidade expressiva de carbono. Contudo, somente uma pequena parcela desse montante atinge as profundezas necessárias para garantir o isolamento da atmosfera por períodos que variam de séculos a milênios. A maior parte do composto acaba se decompondo ao longo do trajeto e é reabsorvida pela água antes de tocar o solo oceânico.
A ação bacteriana sempre foi considerada a principal causa desse desgaste, porém a dinâmica de interação dos microrganismos com as diferentes estruturas de partículas ainda não havia sido compreendida. Com a nova constatação sobre a viscosidade do material, abre-se um caminho para compreender com maior precisão como o oceano regula e estoca esse elemento fundamental para o equilíbrio do planeta.






