Organização de contrabando de cigarros movimentou cerca de R$ 600 milhões em seis anos, aponta investigação da PF

| Créditos: DIVULGAÇÃO/PF


A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou a Operação Porto Seco para combater um sofisticado esquema de contrabando de cigarros que atuava na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A investigação aponta que a organização criminosa, em atividade há pelo menos seis anos (desde 2019), teria movimentado cerca de R$ 600 milhões nesse período, com faturamento mensal superior a R$ 8 milhões.

O grupo, estimado em pelo menos 20 integrantes, demonstrava uma estrutura logística complexa e contava com uma frota de veículos para o transporte das cargas. O modus operandi envolvia a saída de comboios com mais de 10 carros de Pedro Juan Caballero (Paraguai) para descarregamento inicial em entrepostos próximos a Dourados (MS). Em seguida, os produtos eram reembarcados e tinham como destino final o interior de São Paulo, com foco na região de Presidente Prudente.

Para manter o fluxo ininterrupto de contrabando, a quadrilha mantinha uma rede de informantes que monitorava a movimentação das forças de segurança nas rodovias em tempo real, utilizando grupos de comunicação por aplicativo. A Operação Porto Seco cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Dourados e Douradina, buscando coletar provas e identificar todos os envolvidos. O início da investigação se deu após a apreensão de parte de um comboio, onde foram encontrados milhares de pacotes de cigarros em veículos como o modelo Fiorino. O crime de contrabando no Código Penal prevê pena de reclusão de dois a cinco anos.

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