Oposição protocola pedido de CPMI do Banco Master
- porRedação
- 03 de Fevereiro / 2026
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O requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master foi protocolado nesta terça-feira (3) pela oposição no Congresso Nacional. Parlamentares de Mato Grosso do Sul, tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado, manifestaram apoio à iniciativa, que busca apurar possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.
Deputado federal por Mato Grosso do Sul, Rodolfo Nogueira (PL) participou da entrega oficial do pedido e também da coletiva de imprensa realizada após o protocolo do documento.
Com a formalização do requerimento, a criação da CPMI passa a ser automática do ponto de vista regimental. No entanto, a instalação efetiva da comissão depende de ato do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsável por definir a data de leitura do pedido em sessão conjunta.
De acordo com o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o requerimento reúne 298 assinaturas de parlamentares — número significativamente superior ao mínimo exigido. “Para vocês terem ideia, o recorde anterior foi o da CPMI dos Correios, em 2005. Temos mais do que o necessário, o que representa um eco que veio das ruas”, afirmou.
Foco da investigação
A CPMI tem como objetivo esclarecer operações do Banco Master e apurar a eventual participação de agentes públicos em práticas irregulares. A mobilização política em torno do tema ganhou força após reportagens que apontaram vínculos entre o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Outro episódio citado por parlamentares da oposição foi a viagem do ministro Dias Toffoli ao Peru em um jatinho particular pertencente ao advogado de Vorcaro, o que aumentou a pressão por esclarecimentos.
Durante a coletiva, Carlos Jordy destacou a gravidade das denúncias e defendeu uma apuração rigorosa. Segundo ele, a CPMI deverá investigar possíveis fraudes e a atuação de autoridades públicas, incluindo integrantes da Suprema Corte, sempre respeitando os limites constitucionais.
Caso seja instalada, a comissão terá poderes para convocar testemunhas, requisitar documentos e quebrar sigilos bancário e fiscal, dentro dos parâmetros legais, com o objetivo de esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades.






