Operação resgata 16 trabalhadores paraguaios em fazenda de MS por suspeita de tráfico humano e trabalho escravo


Uma ação conjunta de fiscalização em Paraíso das Águas, Mato Grosso do Sul, resultou no resgate de 16 pessoas que atuavam em condições análogas à escravidão. O grupo, composto por 14 paraguaios e dois brasileiros naturalizados, foi identificado em uma fazenda de gado de corte durante inspeções realizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e auditores-fiscais.

As investigações apontaram a existência de um esquema de tráfico internacional de pessoas, no qual os trabalhadores eram trazidos do Paraguai por rotas clandestinas. Segundo os órgãos fiscalizadores, o regime de trabalho incluía a servidão por dívida: embora recebessem alimentação e equipamentos, os custos desses itens — somados aos gastos com transporte — eram descontados dos salários caso os funcionários não permanecessem na propriedade por, no mínimo, três meses.

Durante a diligência, houve relatos de que o gerente da unidade tentou ocultar os trabalhadores na mata para evitar o flagrante. Diante das irregularidades, o proprietário rural deverá responder administrativamente e foi convocado para uma audiência extrajudicial para a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que prevê o pagamento de indemnizações e a regularização das normas trabalhistas.

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