Operação policial cumpre mandados contra grupo suspeito de furtar equipamentos de energia no Pantanal

| Créditos: Foto: MPMS


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), através da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), iniciou a segunda etapa da "Operação Apagão" nesta sexta-feira (12). A ação visa desmantelar uma organização criminosa envolvida no furto e na receptação de dispositivos da concessionária que atende o Alto Pantanal por meio do programa "Ilumina Pantanal".

Nesta fase, sob coordenação da 4ª Promotoria de Justiça de Corumbá, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e onze mandados de busca e apreensão nas cidades de Corumbá, Ladário e Campo Grande. A Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope), prestou apoio logístico à investida.

As investigações apontam que uma empresa sediada em Corumbá estaria sendo utilizada para a negociação dos equipamentos de energia subtraídos, muitos dos quais são importados e de alto custo. Além do roubo de material da concessionária, a trama criminosa também é investigada por envolvimento em comércio ilegal de armas de fogo.

Segundo o MPMS, o esquema causou prejuízos relevantes tanto à distribuidora de energia quanto, principalmente, aos moradores da região pantaneira, que enfrentaram interrupções e falhas no fornecimento elétrico em decorrência da ação dos criminosos. O nome "Apagão" faz alusão direta aos transtornos causados à população.

A operação teve sua primeira fase em junho passado, ocasião em que o principal alvo da investigação foi detido em flagrante por posse irregular de armamento e receptação qualificada. Naquela etapa, foram apreendidas três armas de fogo (calibres 9mm, .32 e .22), 260 munições e diversos equipamentos de energia de origem ilícita, como inversores, controladores de carga e baterias.

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