Operação do Ministério Público apura suspeita de fraudes em contratos de R$ 100 milhões em MS
- porRedação
- 06 de Agosto / 2026
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| Créditos: Divulgação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação "Máquinas de Areia" para investigar um suposto esquema de corrupção, fraudes licitatórias, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios sul-mato-grossenses de Três Lagoas, Campo Grande e Terenos, além de Castilho, no interior de São Paulo.
A ação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas. A ofensiva é um desdobramento de investigações anteriores ligadas à Operação "Cascalhos de Areia".
Alvos e escopo das investigações
Entre os locais vistoriados pelas equipes policiais e promotores estão a sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Três Lagoas, empresas sediadas na capital Campo Grande e endereços residenciais. Um dos alvos de busca foi a residência do empresário e produtor rural André Luiz dos Santos, conhecido como "André Patrola", proprietário da empresa de engenharia ALS.
As apurações concentram-se em acordos firmados entre os anos de 2018 e 2026 com a Prefeitura Municipal de Três Lagoas, cujos montantes somados e aditivados ultrapassam R$ 100 milhões. O foco do procedimento apura possíveis irregularidades na contratação, locação e fornecimento de veículos, máquinas pesadas e equipamentos, bem como na prestação de serviços de infraestrutura para revestimento primário de vias.
Dinâmica do suposto esquema
De acordo com o Ministério Público, os indícios colhidos apontam para a atuação de uma organização criminosa integrada por agentes públicos e empresários. O grupo teria simulado e fraudado a execução de contratos para obter repasses financeiros por serviços e materiais que não teriam sido prestados ou entregues em sua totalidade, resultando em desvio de verbas públicas e enriquecimento ilícito dos envolvidos.
As ordens judiciais foram expedidas após análise prévia de documentos e relatórios financeiros. As autoridades darão prosseguimento ao exame dos materiais e mídias apreendidos para delimitar a responsabilidade individual dos investigados no processo.






