Operação da PF investiga campanha de Adriane e Camilla em Campo Grande
- porRedação
- 19 de Junho / 2026
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| Créditos: Divulgação/PMCG
Uma operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (19) apura possíveis irregularidades relacionadas às eleições municipais de 2024 em Campo Grande. As investigações alcançam a campanha da prefeita Adriane Lopes e da vice-prefeita Camilla Nascimento.
A Operação Suffragium cumpriu sete mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Campo Grande e Taquarussu, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). A Polícia Federal informou que o caso tramita sob sigilo e não divulgou oficialmente a identidade dos investigados.
Conforme as investigações, foram identificadas movimentações financeiras consideradas incomuns, como saques em espécie, transferências via Pix em valores fracionados e a utilização de contas de terceiros em período próximo às eleições. Os fatos são analisados pela Polícia Federal no âmbito do inquérito.
A operação ocorre em um contexto de questionamentos judiciais envolvendo a disputa pela Prefeitura de Campo Grande. Embora não haja confirmação oficial de ligação entre os procedimentos, a campanha vencedora também é alvo de ação eleitoral que tramita na Justiça.
Na ação, partidos adversários apontam supostos abusos de poder político, econômico e religioso, além de alegações sobre o uso de lideranças comunitárias e religiosas durante o período eleitoral. O caso está sob análise das instâncias da Justiça Eleitoral.
A Procuradoria Regional Eleitoral apresentou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendendo a continuidade da apuração dos fatos e a análise das condutas apontadas no processo.
A defesa de Adriane Lopes e Camilla Nascimento rejeita as acusações e afirma que a campanha foi conduzida dentro dos limites da legislação eleitoral. Segundo os advogados, não existem provas que demonstrem irregularidades capazes de comprometer o resultado do pleito.
A Polícia Federal e a Justiça Eleitoral prosseguem com as investigações, e eventuais responsabilidades somente serão definidas após a conclusão das apurações e o julgamento dos processos em andamento.






