Operação contra o Comando Vermelho mira familiares de Marcinho VP e prende vereador no Rio

Uma operação policial deflagrada na manhã desta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, teve como alvos integrantes e familiares ligados à facção criminosa Comando Vermelho. Entre os presos está o vereador Salvino Oliveira, além de outras cinco pessoas.

Segundo as investigações, familiares de Marcinho VP — que está detido na Penitenciária Federal de Campo Grande — estariam envolvidos em um esquema de comunicação e articulação da facção fora do sistema prisional.

De acordo com as autoridades, Márcia Gama, esposa do traficante e mãe do rapper Oruam, seria responsável por intermediar mensagens do líder do grupo para outros integrantes do Comando Vermelho no país. A polícia aponta que o comando da organização criminosa estaria sendo articulado a partir de Campo Grande.

O rapper Oruam já teria visitado o pai no presídio federal da capital sul-mato-grossense. O artista também responde a uma ação penal por tentativa de homicídio qualificado e estava em liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica após decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a denúncia, durante uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizada em 22 de julho de 2025 na residência do cantor, agentes foram alvo de pedras arremessadas por ele e outras sete pessoas enquanto cumpriam mandado de busca e apreensão relacionado a um adolescente suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e crimes patrimoniais.

Familiares investigados

As investigações também apontam a participação direta de familiares de Marcinho VP. A polícia afirma que Márcia Gama atuava na circulação de informações entre integrantes da facção e na articulação com operadores externos.

Outro investigado é Landerson, sobrinho do traficante, apontado como um elo entre lideranças da facção, membros que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas ligadas a atividades econômicas usadas para financiar a organização criminosa.

Entre essas atividades estariam negócios ligados a serviços, imóveis e outras frentes utilizadas para geração de recursos e expansão da influência do grupo. Márcia e Landerson não foram encontrados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça.

Indícios de cooperação entre facções

O material investigado também identificou casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, como vazamento de informações e simulação de operações.

Além disso, há indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), duas das principais facções criminosas do país.

Em nota, o gabinete do vereador Salvino Oliveira informou que não recebeu comunicação oficial sobre a operação. Segundo o comunicado, a assessoria jurídica foi acionada e aguarda esclarecimentos das autoridades para entender os fatos.

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