Operação apura esquema de R$ 27 milhões que teria usado regulação da saúde para favorecer contratos em MS

O coordenador estadual de Regulação da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, Ed Carlo Britto Burgatt, está entre os presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) | Créditos: Reprodução


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Gutenberg para investigar um suposto esquema de desvio de mais de R$ 27 milhões em recursos públicos envolvendo as áreas da saúde e da educação em Mato Grosso do Sul. Entre os alvos da investigação estão o coordenador da Central Estadual de Regulação, Ed Carlo Britto Burgatt, sua filha, Jéssyca Burgatt, e o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos.

Segundo as investigações, empresários e servidores públicos teriam formado uma organização criminosa que utilizava a liberação de exames, cirurgias, internações e leitos hospitalares como forma de pressionar gestores municipais a adquirir livros comercializados por empresas ligadas ao grupo. O Ministério Público aponta que o sistema de regulação da saúde era utilizado como instrumento para favorecer contratos e obter vantagens financeiras.

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO). Durante a operação, os agentes apreenderam mais de R$ 70 mil em dinheiro, incluindo parte em moeda estrangeira.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao desvio de recursos públicos. O Governo de Mato Grosso do Sul informou que determinou a abertura de auditorias internas e o afastamento dos servidores que forem identificados como envolvidos nas irregularidades.

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