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A política de Mato Grosso do Sul sempre se assemelhou a uma partida de xadrez meticulosa, com peças se movendo lentamente pelo tabuleiro do cerrado, alianças sendo forjadas e dissolvidas com o ritmo das estações. Mas em 2024, a mestra do jogo, Tereza Cristina, executou uma jogada de tal precisão e visão de futuro que só pôde ser concluída com um único veredito:
XEQUE-MATE!

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O primeiro movimento, audacioso, já havia sido dado nas eleições municipais. Campo Grande, a capital coração do estado, era a rainha a ser conquistada. Tereza, com sua experiência ministerial em Brasília e seu profundo conhecimento das engrenagens do poder, não lançou apenas uma candidata; forjou um projeto. Adriane Lopes, do PP, surgiu não como uma peça isolada, mas como a extensão natural de um trabalho que prometia ser sério, técnico e desprovido de bravatas. A vitória foi a coroção dessa estratégia. E o que se viu depois não foi promessa eleitoral esquecida, mas a calma e constante gestão de Adriane tocando adiante a máquina pública, focando em bases sólidas como a saúde, com a manutenção e aprimoramento de programas de atendimento, e a infraestrutura urbana, buscando melhorar a qualidade de vida do campo-grandense com a racionalidade administrativa que é a marca de seu grupo.
Mas Tereza Cristina, a grande enxadrista, sabia que controlar a capital é vital, mas não é o fim do jogo. O verdadeiro objetivo sempre foi o controle de todo o tabuleiro estadual. E a peça-chave para isso era o governador Eduardo Riedel. Um político de outro espectro, originalmente do PSDB, mas cuja gestão à frente do governo estadual vinha angariando respeito. Riedel não governava com discursos inflamados, mas com planilhas e resultados. Sua administração ficou marcada pela atração de investimentos robustos para o estado, transformando MS em um polo logístico e agroindustrial cada vez mais forte. A gestão fiscal responsável, os investimentos em segurança pública e a modernização de serviços, como a saúde digital, foram fatores tangíveis que construíram uma imagem de competência.
A articulação final de Tereza foi magistral. Ela enxergou o que muitos não viam: a convergência de interesses entre um projeto nacional forte no PP e uma gestão estadual bem-sucedida que precisava de uma base sólida para se reelegir. Teceu com paciência e persuasão a teia que culminou na migração de Riedel para o Progressistas. Não foi uma simples troca de partido; foi uma fusão de projetos, uma aliança baseada não em ideologia vazia, mas na pragmática busca pela eficiência.
A confirmação de Riedel como candidato à reeleição pelo PP não foi um anúncio, foi um coroamento. Coroamento da liderança inconteste de Tereza Cristina, que agora comanda o partido mais influente do estado, com a prefeita da capital e o governador sob sua égide política. É uma trinca de poder raramente vista, construída não sobre areia movediça de carisma efêmero, mas sobre a rocha da gestão que, pelo menos em seus discursos e primeiros anos, entrega o básico com eficiência.
O xeque-mate foi dado. Agora, é hora de acompanhar os próximos movimentos dessa articulação política que está moldando o futuro de Mato Grosso do Sul. A oposição, surpreendida e fragmentada, olha para o tabuleiro e vê poucas jogadas à disposição. O futuro que se desenha para o sul-mato-grossense, sob esta liderança articulada e majestosa, parece, sem dúvidas, promissor. Os cidadãos aguardam ansiosos não por promessas, mas pela continuação da partida que Tereza, Adriane e Riedel estão jogando – e, que até agora, nada os desabonam.
E o rei adversário, se é que tem, está encurralado.
Por Alcina Reis

Jornalista Alcina Reis | Créditos: Arquivo pessoal






