“O Povo que se Ferre”

| Créditos: Reprodução/ Disparada


Pois é, parece que o Brasil virou um palco de politicagem barata, onde os atores principais — de um lado, os bolsonaristas, do outro, os petistas — seguem encenando seus dramas pessoais enquanto o público, no caso, o povo brasileiro, é obrigado a pagar o ingresso caríssimo dessa peça sem graça.

De um lado, temos os bolsonaristas, com seu discurso inflamado e suas jogadas de má-fé. Eduardo Bolsonaro, que parece acreditar piamente que o Brasil é um condomínio particular da família, solta pérolas como a de que o Senado “prolonga o sacrifício dos brasileiros” ao não engolir a anistia que incluiria seu pai. E ainda tem a cara de pau de defender que as tarifas americanas não sejam suspensas até que o governo brasileiro se ajoelhe diante de Trump. É de uma irresponsabilidade sem tamanho.

Do outro lado, o time do Lula, que parece mais preocupado em posar de vítima do que em resolver a crise. O presidente, em vez de agir, fica mandando "recadinhos" para Trump, como se estivesse numa conversa de WhatsApp entre vizinhos. 

Ora, faça-me o favor! Isso é postura de chefe de Estado? Enquanto isso, a crise se arrasta, o povo sofre, e o jogo político segue, com os mesmos discursos batidos de sempre.

É por essas e por outras que abomino o radicalismo cego, esse fanatismo que coloca ideologia acima do bem-estar da nação. Como já disse antes, ser de direita ou de esquerda não significa idolatrar Lula ou Bolsonaro — significa ter propostas, seriedade e, acima de tudo, compromisso com o país. E é por isso que tiro o chapéu para políticos como a senadora Tereza Cristina, que, em meio a essa guerra de egos, está nos EUA trabalhando para reconstruir pontes. Junto com Nelsinho Trad e outros senadores, ela mostra que é possível agir com maturidade, sem deixar que picuinhas partidárias sabotem os interesses do Brasil.

Em suas redes sociais, Tereza Cristina foi direta: "Nenhuma ideologia pode falar mais alto que o bom senso." E é exatamente isso. Enquanto uns ficam brigando por vaidade, outros estão lá, no front, tentando resolver o problema. Parabéns, senadora. Isso sim é governar para o povo.

Enquanto isso, o resto do espetáculo continua — e nós, plateia cativa, seguimos pagando o preço. 

Já deu, não?

Por Alcina Reis

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