“O Guri mimado em exílio voluntário e conveniente”
- porAlcina Reis
- 15 de Julho / 2025
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Enquanto o Brasil tenta se reerguer em meio a tantas crises, surge, como um fantasma do passado, a voz estridente de Eduardo Bolsonaro, o deputado que prefere o autoexílio nos Estados Unidos a encarar a realidade do país que jurou representar. De longe, como um guri mimado que não consegue enxergar além do próprio umbigo, ele critica aliados, ataca medidas benéficas ao Brasil e, pior, orgulha-se de ter pressionado por sanções contra a própria pátria. Tudo para alimentar o radicalismo cego de seu clã, mesmo que o preço seja o sofrimento do povo brasileiro.
A Lei da Reciprocidade, proposta pela senadora Tereza Cristina, nada tem a ver com Lula ou com ideologias partidárias. Trata-se de uma questão de soberania e segurança nacional, uma resposta necessária ao protecionismo abusivo de Donald Trump, que impôs tarifas absurdas sobre produtos brasileiros. Qualquer governante minimamente responsável agiria da mesma forma. Mas Eduardo, em sua obsessão por agradar a extrema-direita norte-americana e alimentar seu discurso de ódio, prefere sabotar o Brasil. Chama a lei de "inócua", como se fosse melhor ficar de joelhos perante os interesses estrangeiros.
E não para por aí. Critica Tarcísio de Freitas por buscar diálogo com a embaixada dos EUA, como se a política externa brasileira devesse ser gerida por um deputado que age como capacho de Trump. "Somos mais efetivos que o Itamaraty", diz, com uma arrogância que beira o ridículo. Que efetividade é essa, senhor Eduardo? A de enfraquecer o Brasil? A de colocar os interesses de um grupo radical acima do país?
O mais grave é sua declaração de que não se arrepende de ter pressionado por sanções ao Brasil, mesmo que isso beneficie Lula. Ou seja, para ele, o importante não é o Brasil, mas sim a guerra ideológica. É o radicalismo acima de tudo, mesmo que o preço seja a miséria do povo. Isso não é política. É traição.
Enquanto isso, vozes sensatas, como a do senador Rodrigo Pacheco, lembram que o caminho é o diálogo, a democracia e o respeito às instituições. "Eu jamais vou me render ao radicalismo", disse Pacheco, em palavras que deveriam ser um mantra para todos os que ainda acreditam na política como instrumento de construção, não de destruição.
É por essas e outras que eu, Alcina Reis, sempre defendi o Centro. Porque o radicalismo, seja de direita ou de esquerda, só traz divisão e caos. Enquanto Eduardo Bolsonaro brinca como menino mimado, de político nos EUA, o Brasil precisa de adultos na sala.
O Brasil precisa de pontes, não de muros. Precisa de diálogo, não de autoexílio ideológico. Precisa de líderes que pensem no país, e não apenas no próprio clã. A infantilidade de Eduardo Bolsonaro é um lembrete doloroso do perigo que o extremismo representa para a nação.
Por Alcina Reis

Jornalista Alcina Reis | Créditos: Arquivo pessoal






