Nova federação partidária deve reativar disputa político-eleitoral entre Lídio Lopes e Delcídio do Amaral em MS

| Créditos: IA /Conteúdo MS


A aprovação da nova federação partidária entre PDT, Avante, PRD e Solidariedade traz de volta aos bastidores da política sul-mato-grossense um antigo embate regional. Com a consolidação do bloco, o deputado estadual Lidio Lopes, líder do Avante no estado, e o ex-senador Delcídio do Amaral, presidente estadual do PRD, voltam a integrar o mesmo espaço político e devem disputar a liderança da aliança em Mato Grosso do Sul.

A autorização concedida pela executiva nacional do PDT visa impulsionar o grupo para superar a cláusula de desempenho nacional, garantindo maior tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além de ampliar o acesso aos recursos do fundo partidário e de campanha. Contudo, a composição exige acordos locais para definir a presidência do bloco regional.

Reedição do Impasse

O reencontro partidário entre os dois líderes ocorre cerca de três anos após um atrito direto. À época, o processo de fusão entre o PTB (então chefiado por Delcídio) e o Patriota deu origem ao PRD e gerou um impasse pelo comando do diretório sul-mato-grossense contra Lídio Lopes. Diante do desfecho favorável a Delcídio, Lopes optou por deixar o grupo, assumindo posteriormente a direção do Avante.

Agora, o cenário ganha novos contornos na correlação de forças locais:

Avante: Presidido por Lidio Lopes, o partido garantiu representatividade na Assembleia Legislativa ao elegê-lo deputado estadual.

PRD, PDT e Solidariedade: Não conquistaram assentos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nem na Câmara dos Deputados no último pleito estadual.

A vantagem parlamentar do Avante pode pesar nas tratativas pela presidência da federação no estado, enquanto o grupo busca alinhar os interesses de suas diretrizes nacionais com os arranjos políticos locais.

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