Netos de Ueze Zahran são investigados em operação que apura esquema milionário
- porRedação
- 28 de Janeiro / 2026
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Os netos do empresário Ueze Zahran estão entre os investigados na Operação “Castelo de Cartas”, deflagrada pela Polícia Civil para apurar um esquema de fraudes financeiras baseado em falsas promessas de investimentos de alto rendimento. A ação teve início em São José do Rio Preto (SP) e avançou para Campo Grande, nesta quarta-feira (28).
De acordo com as investigações, os irmãos Gabriel Gandi Zahran Georges e Camilo Gandi Zahran Georges são apontados como os principais articuladores do esquema. Apesar de pertencerem à família Zahran — proprietária de um grupo empresarial legítimo no setor de energia e gás —, os dois não integram a administração das empresas. Ainda assim, segundo a polícia, teriam explorado o sobrenome e a ligação familiar para criar uma falsa aparência de credibilidade, atraindo empresários interessados em aplicações com retorno financeiro elevado.
As apurações são conduzidas pela DEIC/DEINTER 5, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São José do Rio Preto, e tiveram início em abril de 2025. Conforme o delegado Fernando Tedde, chefe da DEIC no município paulista, os investigados apresentavam aos investidores um discurso de aplicações financeiras supostamente legítimas, sustentadas por empresas que, na prática, não possuíam atividade econômica real.
Até o momento, há vítimas identificadas em diversas regiões do país, com prejuízos considerados milionários. A Polícia Civil não descarta o surgimento de novos casos, à medida que a operação ganha repercussão e mais possíveis vítimas procurem as autoridades.
A primeira fase da operação ocorreu na última segunda-feira (26), com o cumprimento de mandados em condomínios de alto padrão em São José do Rio Preto. Na ocasião, foram apreendidos dez veículos de luxo — entre eles BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux e Jeep —, além de armas de fogo municiadas, joias, relógios de alto valor, dinheiro em espécie, cheques e notas promissórias. O valor estimado dos bens apreendidos ultrapassa R$ 1,75 milhão.
Um dos irmãos prestou depoimento à polícia sem mandado de prisão. O outro teve a prisão decretada pela Justiça, mas não foi localizado e é considerado foragido. Ambos são investigados pelos crimes de estelionato comum e estelionato eletrônico, este último caracterizado como fraude praticada por meios digitais.






