Neno Razuk completa dois meses preso enquanto defesa tenta reverter decisão na Justiça
- porRedação
- 02 de Outubro / 2026
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O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, completa dois meses preso nesta sexta-feira (2), após ser detido na Bolívia e posteriormente encaminhado para Campo Grande. Ele é investigado e já foi condenado em processo relacionado à exploração do jogo do bicho e à atuação de organização criminosa em Mato Grosso do Sul.
Neno foi preso em 2 de agosto, na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A captura ocorreu após a Justiça de Mato Grosso do Sul decretar sua prisão preventiva. O ex-parlamentar havia permanecido fora do Brasil desde julho.
O caso está relacionado à Operação Successione, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga a estrutura responsável pela exploração ilegal de jogos de azar no Estado.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Neno Razuk teria exercido papel de liderança operacional no grupo investigado. A denúncia também envolve o pai dele, Roberto Razuk, e os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, além de outros investigados.
Neno já recebeu condenação superior a 15 anos de prisão por crimes relacionados à organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho. A decisão, entretanto, é objeto de recursos apresentados pela defesa.
Após a prisão, a defesa passou a buscar a revogação da medida. O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou um pedido de habeas corpus, mantendo a prisão, e os advogados recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No STJ, o ministro Carlos Pires Brandão já rejeitou pedidos liminares de liberdade e solicitou informações à Justiça de Mato Grosso do Sul antes da análise definitiva dos recursos. A defesa sustenta, entre outros argumentos, que não existem elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva.
Além de Neno, permanecem envolvidos no processo familiares e outros acusados. Roberto Razuk cumpre prisão domiciliar, enquanto Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk estão presos. O advogado Rhiad Abdulahad também figura entre os investigados que tiveram a prisão decretada.
Enquanto os recursos seguem em tramitação, Neno Razuk permanece preso em Campo Grande e aguarda novas decisões da Justiça sobre sua situação.






