Nelsinho Trad destaca que Brasil poderá aplicar acordo com União Europeia sem depender de outros países do Mercosul

| Créditos: Reprodução/SBT

Segundo Nelsinho, como a política comercial é competência exclusiva da União Europeia, a parte comercial do acordo precisará apenas da aprovação do Parlamento Europeu por maioria simples. Isso acelera o processo e reduz o risco de bloqueios por governos nacionais contrários ao tratado.

No Mercosul, no entanto, o rito é diferente. Cada país precisa aprovar o acordo em seu respectivo parlamento. No caso do Brasil, após a ratificação pelo Congresso Nacional, o país já poderá aplicar o acordo de forma bilateral com a União Europeia, sem a necessidade de aguardar a aprovação dos demais membros do bloco, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

A maioria qualificada na Europa foi viabilizada após a Itália mudar de posição, ao receber garantias adicionais para proteger seus agricultores. Permaneceram contrários França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. Ainda assim, o apoio de países que representam pelo menos 65% da população europeia foi suficiente para permitir o avanço do processo.

Com isso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve viajar ao Paraguai, que atualmente exerce a presidência rotativa do Mercosul, para a assinatura política do tratado, etapa que formaliza o compromisso entre os blocos.

Considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, o pacto deverá criar uma zona de livre-comércio com mais de 720 milhões de consumidores, envolvendo economias que, somadas, ultrapassam US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Os próximos passos incluem a votação da parte comercial pelo Parlamento Europeu, que pode ocorrer nas próximas semanas, e, paralelamente, o envio do texto para análise e ratificação nos parlamentos dos países do Mercosul.

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