MSGÁS recebe aval da ANP para importar gás da Argentina e reforça plano de integração energética
- porRedação
- 02 de Maio / 2025
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| Créditos: Reprodução/MSGÁS
A MSGÁS recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para importar até 150 mil m³/dia de gás natural da Argentina e Bolívia. A medida amplia as possibilidades de fornecimento, com destaque para a conexão à reserva de Vaca Muerta, uma das maiores formações de gás de xisto do mundo, localizada na Argentina.
Segundo a CEO Cristiane Schmidt, a iniciativa busca garantir uma “molécula mais competitiva”, diversificando fontes e fortalecendo a segurança energética em Mato Grosso do Sul. A queda na produção boliviana já impacta diretamente a arrecadação estadual: entre 2021 e 2023, os repasses de royalties caíram mais de 40%, saindo de R$ 130 milhões para cerca de R$ 75 milhões por ano.
A alternativa argentina surge como resposta à crise no fornecimento boliviano e oferece vantagem econômica: o gás de Vaca Muerta pode custar entre US$ 8 e US$ 10 por milhão de BTU, valor inferior aos cerca de US$ 13 pagos pelo gás boliviano.
A autorização da ANP se integra ao projeto do gasoduto Porto Murtinho–Campo Grande, com 392 km de extensão e capacidade de transporte de até 15 milhões de m³/dia. O traçado utilizará parte da infraestrutura do GASBOL e passará por 11 municípios, sem necessidade imediata de estações de compressão, o que reduz os custos operacionais. No entanto, o percurso atravessa áreas ambientalmente sensíveis, exigindo planejamento técnico e mitigação de impactos.
O projeto também tem dimensão geopolítica. Um gasoduto de 1.050 km entre Argentina, Paraguai e Brasil está em fase de estudos. O governo paraguaio estima consumir até 10 milhões de m³/dia e repassar igual volume ao Brasil. A obra está orçada em cerca de US$ 2 bilhões.
Com fornecimento estável e custos reduzidos, a expectativa é impulsionar a competitividade industrial e fortalecer a matriz energética sul-mato-grossense.






