MPMS reabre investigação sobre balneário da Suzano em Ribas do Rio Pardo

Fachada do Ministério Público de Mato Grosso do Sul | Créditos: Divulgação/MPMS


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) decidiu desarquivar e retomar a investigação de denúncias que envolvem a prefeitura de Ribas do Rio Pardo, o Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) e a gigante da celulose Suzano no processo de criação de um novo balneário municipal.

🧐 Detalhes da Controvérsia

A determinação, assinada pelo procurador Gerardo Eriberto de Morais, pede que a promotora responsável retome a análise de possíveis irregularidades:

Motivo da Mudança: A Suzano, após instalar sua fábrica, precisou desativar o balneário municipal anterior, no Córrego Mantena, e se comprometeu a construir um novo.

Denúncia: Duas proprietárias da Fazenda Paraíso do Sul alegam que houve um suposto conluio entre autoridades públicas para favorecer a empresa no licenciamento e na desapropriação da área para o novo balneário.

Elas apontam que a Prefeitura desapropriou 9,1 hectares da fazenda por um valor muito abaixo do preço de mercado e da oferta inicial da própria Suzano.

As proprietárias também questionam a validade de um estudo ambiental contratado pela Suzano, que teria deturpado informações ao classificar a área como já "antropizada" (com pouca vegetação nativa), minimizando o impacto ambiental da obra.

O projeto prevê o represamento do Córrego Engano para criar o novo lago. O processo de desapropriação e licenciamento, que já estava em andamento, agora será reavaliado pelo MPMS devido às alegações de crime ambiental e omissão por parte do Imasul. O cronograma da obra, que planejava a definição da empresa para o primeiro trimestre de 2026, pode ser afetado pela reabertura da investigação.

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