MPE pede quebra de sigilos de dois investigados por desvios na Santa Casa
- porRedação
- 11 de Outubro / 2026
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) solicitou à Justiça a quebra dos sigilos bancário e fiscal de mais dois investigados por suspeita de participação no esquema de desvio de recursos da Santa Casa de Campo Grande. O pedido busca rastrear movimentações financeiras e verificar possíveis repasses de valores relacionados ao caso.
Os alvos da solicitação são o ex-vice-presidente da instituição, o engenheiro Jary Carvalho de Castro, e o ex-diretor-adjunto administrativo e financeiro Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa. Ambos já respondem como réus em processo que apura o suposto desvio de aproximadamente R$ 1,9 milhão por meio de contrato firmado com a empresa Redvalue, ligada ao empresário Maurício Aparecido Benites.
A investigação faz parte da Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro de 2026. Os promotores Adriano Lobo Viana de Resende, Luciano Bordignon Conte e Jorge Ferreira Neto Júnior solicitaram que a medida abranja o período de janeiro de 2024 a julho de 2026. A decisão caberá ao juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande.
Segundo o Ministério Público, Paulo Guilherme Mariosa participou da formalização do contrato e também teria atuado em questões internas relacionadas à execução dos serviços e à liberação dos pagamentos. A investigação aponta ainda que ele teria participado de alterações contratuais mesmo diante de indícios de que os serviços contratados não estavam sendo executados conforme previsto.
Em relação a Jary Carvalho de Castro, os investigadores sustentam que ele teria participado das tratativas anteriores à contratação da Redvalue e contribuído para priorizar pagamentos à empresa, inclusive diante de outras obrigações financeiras da Santa Casa.
A quebra dos sigilos, caso autorizada, deverá permitir a análise da evolução patrimonial dos investigados, a identificação de possíveis movimentações incompatíveis com os rendimentos declarados e o rastreamento de eventuais transferências relacionadas aos pagamentos investigados.
Outros investigados
A Justiça já autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da ex-presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, do ex-diretor administrativo e financeiro Rinaldo Hakme Romano, do ex-diretor administrativo Alessandro Dias Junqueira, da supervisora de prontuários Monique Gregório de Oliveira e do empresário Maurício Aparecido Benites.
O caso investiga suspeitas de irregularidades na contratação de serviços de digitalização de prontuários e documentos hospitalares. As acusações ainda dependem da análise judicial, e a responsabilização criminal dos envolvidos será definida ao longo do processo.






