MP investiga suposto uso de verba de estradas para pagamento de hospedagens
- porRedação
- 18 de Junho / 2026
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito civil para apurar a possível utilização irregular de recursos destinados à manutenção e conservação de estradas em despesas com hospedagem no município de Nioaque. A investigação envolve atos praticados durante a gestão do ex-prefeito Valdir Couto de Souza Júnior.
De acordo com a apuração, quatro ordens de pagamento, que juntas somam R$ 46,7 mil, teriam sido quitadas com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul) e destinadas a um hotel da cidade. Os documentos foram assinados pelo então secretário municipal de Obras.
A investigação teve início após denúncia apresentada pela atual Secretaria Municipal de Finanças, que identificou as despesas e encaminhou o caso ao Ministério Público. A promotoria entendeu que existem elementos suficientes para aprofundar as apurações e verificar se houve desvio da finalidade dos recursos públicos.
O Fundersul é um fundo estadual voltado ao financiamento, conservação e manutenção da infraestrutura rodoviária, o que levantou questionamentos sobre a utilização da verba para custear hospedagens.
Em manifestação ao procedimento, o ex-prefeito e o ex-secretário de Obras sustentam que os gastos foram destinados à acomodação de operadores de máquinas e equipes técnicas que atuavam em serviços de recuperação e manutenção de estradas no município. A defesa também argumenta que o então chefe do Executivo não participou diretamente da autorização ou do pagamento das despesas, atribuindo a gestão dos recursos à Secretaria de Obras.
Os investigados ainda afirmam que as despesas estavam relacionadas às atividades rodoviárias e destacam que a administração municipal encerrou o exercício financeiro com saldo positivo, sustentando que não houve prejuízo aos cofres públicos.
Com a abertura do inquérito civil, o Ministério Público dará continuidade à coleta de documentos e informações para verificar a regularidade dos pagamentos e eventual responsabilidade dos envolvidos. Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso, que segue em fase de investigação.






