MP investiga clínica religiosa suspeita de usar veneno de sapo em tratamento de dependência química

| Créditos: Rangerplanet.com


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou investigação contra a organização religiosa xamânica Oficina da Consciência, suspeita de atuar irregularmente como centro de tratamento de dependência química. A entidade teria utilizado substâncias de uso controlado e até proibido no Brasil, como o Kambô (secreção de rã amazônica), em rituais oferecidos a pacientes.

Segundo publicação no Diário Oficial, a denúncia aponta promessas de reabilitação sem respaldo científico, além da cobrança de valores entre R$ 70 e R$ 90 por sessões individuais. Também foram relatadas taxas para manutenção de pacientes internados.

O documento destaca que, embora substâncias como Ayahuasca e Rapé sejam autorizadas para rituais religiosos, a utilização de Kambô e Ibogaína é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A prática, segundo o MP, pode representar riscos à saúde e violar direitos do consumidor.

O caso foi encaminhado à Promotoria de Defesa do Consumidor, que irá apurar a legalidade das internações, a comercialização das substâncias e os impactos à saúde pública.

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