Motoristas do Consórcio Guaicurus voltam a cobrar vale atrasado e ameaçam paralisação

| Créditos: Divulgação/CDL


O transporte coletivo de Campo Grande (MS) enfrenta, mais uma vez, a ameaça de paralisação devido ao atraso no pagamento do adiantamento salarial (“vale”) dos funcionários do Consórcio Guaicurus.

Pelo segundo mês consecutivo, a remuneração, que deveria ser depositada até o dia 20 de novembro, não havia sido creditada nas contas dos trabalhadores até o dia 25 de novembro.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-CG) informou que a categoria cogita deflagrar uma nova paralisação das atividades caso o pagamento do vale não seja efetuado nas próximas 24 horas. O sindicato também acompanha o prazo para a quitação da primeira parcela do 13º salário, que vence em 28 de novembro.

Em outubro de 2025, a capital sul-mato-grossense já havia registrado uma paralisação de duas horas pelo mesmo motivo.

Naquela ocasião, o atraso foi atribuído à falta de repasse de R$ 9 milhões em subsídios públicos ao Consórcio – sendo R$ 6 milhões do Governo do Estado e R$ 3 milhões da Prefeitura de Campo Grande. A prefeitura, no entanto, declarou em nota anterior que estava "rigorosamente em dia" com suas obrigações e que a pendência do repasse estadual estaria relacionada a questões burocráticas municipais, como a não emissão de uma certidão exigida para o convênio.

A reportagem tentou contato com o Consórcio Guaicurus para obter informações sobre a previsão de pagamento, mas não obteve retorno até o fechamento.

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