Motoristas afirmam que paralisações foram orquestradas pela direção do consórcio para pressionar por mais repasses públicos
- porRedação
- 23 de Outubro / 2025
- Leitura: em 9 segundos

| Créditos: Reprodução/Consórcio Guaicurus
Motoristas e ex-funcionários do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande (MS), denunciaram um suposto esquema de "extorsão velada" em que os próprios empresários do transporte estariam arquitetando paralisações de ônibus.
Segundo os relatos, o objetivo das greves forjadas seria pressionar a Prefeitura e o Governo do Estado a liberar rapidamente verbas públicas e subsídios ao Consórcio.
Em depoimentos, os motoristas afirmam que, em vez de uma mobilização legítima da categoria, eles eram instruídos pelos chefes da empresa dentro da garagem a "segurar os carros" para gerar um "clima de caos" e justificar a liberação de recursos financeiros.
Após uma dessas paralisações, que durou cerca de uma hora, a Prefeitura de Campo Grande efetuou o repasse imediato de R$ 1,6 milhão ao Consórcio.
Os trabalhadores também relatam que o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano) agiria em conluio com a empresa, impedindo a organização de uma greve genuína contra as condições precárias de trabalho e a frota de ônibus sucateada. Além disso, os motoristas enfrentam baixos salários e, em casos de acidentes, a empresa tentaria repassar os custos de reparo aos funcionários.
(Fonte: Midiamax)






