Morre em 19 de fevereiro de 1955 o violonista corumbaense Levino Albano da Conceição

Nascido em Cuiabá, em 1895, e criado em Corumbá, o instrumentista e compositor Levino Albano da Conceição faleceu em 19 de fevereiro de 1955. Cego de nascença, destacou-se como um dos grandes nomes do violão brasileiro nas primeiras décadas do século XX.

Levino iniciou seus estudos musicais sob orientação do tio, Manoel Florêncio. Aos 16 anos, já era reconhecido como o melhor violonista de Corumbá. Em 1904, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou no Instituto Benjamin Constant, referência nacional na educação de pessoas com deficiência visual.

Ao longo da carreira, realizou excursões por diversas regiões do Brasil e por países da América do Sul, retornando frequentemente a Corumbá, cidade onde promoveu inúmeros concertos.

Encontro com grandes nomes do violão

Entre os momentos marcantes de sua trajetória artística está o recital realizado no Rio de Janeiro, em 12 de março de 1925, quando se apresentou ao lado de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco.

Em Guaratinguetá, conheceu o jovem violonista Dilermando Reis, então com apenas 15 anos. Impressionado com o talento do adolescente, Levino o convidou para acompanhá-lo em viagem. O pai de Dilermando, entusiasta da carreira do filho, autorizou a parceria. Mestre e discípulo se apresentaram juntos durante dois anos, consolidando uma relação artística que marcaria a história do violão no país.

Defesa da inclusão

Levino também foi um entusiasta defensor da causa das pessoas com deficiência visual. Em Corumbá, fundou uma escola de música voltada para cegos, mantida, em parte, com recursos obtidos em seus concertos. Sua atuação extrapolou os palcos, deixando contribuição social relevante à comunidade.

Seu legado permanece na história da música brasileira e na memória cultural de Mato Grosso do Sul, como exemplo de talento, superação e compromisso com a inclusão.

Livro resgata episódios marcantes da história regional

Está de volta às plataformas o livro “Sangue no Oeste, a lei do 44”, do jornalista Sergio Cruz. A obra reúne episódios de violência que marcaram a história regional, como a morte do prefeito Ari Coelho, em Campo Grande, o assassinato da prefeita Dorcelina Folador, em Mundo Novo, além do sequestro de Ludinho e relatos sobre a pandemia de gripe espanhola na Capital.

A publicação revisita fatos que marcaram gerações e contribui para preservar a memória histórica do Estado.

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