Moraes marca audiência no STF para discutir constitucionalidade da Lei Antifacção
- porR7
- 06 de Agosto / 2026
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes convocou uma audiência pública para reunir especialistas, representantes de instituições e entidades da sociedade civil em torno das ações que contestam a constitucionalidade da Lei Antifacção, nome dado ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.
O debate antecede a análise dos pedidos de medida cautelar e o julgamento do mérito das ações que questionam a norma.
As discussões ocorrerão nos dias 24 e 25 de agosto, no plenário da Corte, e abrangerão, de forma conjunta, quatro ADIs (ações diretas de inconstitucionalidade) que apontam possíveis violações a direitos e garantias fundamentais decorrentes das mudanças introduzidas na legislação penal e processual penal.
Ao justificar a realização da audiência, Moraes afirmou que o tema possui elevado impacto para a ordem social e demanda uma análise ampla, diante de sua relevância para a segurança jurídica e para o sistema de Justiça.
Entre os principais pontos que serão debatidos estão:
- Criação de novos tipos penais e endurecimento das punições para chefes de organizações criminosas;
- Proibição de concessão de livramento condicional;
- Previsão de prisão preventiva como regra em determinadas situações;
- Possibilidade de perda de bens sem condenação criminal definitiva;
- Adoção de medidas cautelares contra empresas;
- Monitoramento de encontros entre advogados e presos;
- Cancelamento do título de eleitor de pessoas presas por crimes específicos;
- Realização preferencial de audiências de custódia por videoconferência.
As entidades interessadas em participar do debate poderão solicitar habilitação até 10 de agosto, por meio do endereço eletrônico disponibilizado pelo STF.
A seleção levará em conta critérios como representatividade, qualificação técnica, diversidade de posicionamentos e relevância das contribuições apresentadas. A relação dos participantes escolhidos será divulgada em 17 de agosto.
Além de abrir o processo de inscrição, Alexandre de Moraes determinou o envio de convites aos demais ministros do Supremo e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que acompanhem e participem das discussões.






