Moraes determina que Itamaraty providencie condições para extradição de Zambelli


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça e Segurança Pública adotem as providências necessárias à efetivação da extradição da ex-deputada Carla Zambelli.

A decisão foi feita após a Coordenação-Geral de Extradição, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, informar ao Supremo que a Corte de Roma autorizou a extradição, solicitando o envio formalizado e traduzido de informações sobre as condições de prisão da ex-parlamentar.

A Justiça italiana pediu esclarecimentos e garantias sobre as condições do sistema prisional brasileiro em que ela ficaria detida, como a situação das alas femininas, divisão entre presos provisórios e condenados e mecanismos de segurança contra facções.

Na execução penal de Zambelli, Moraes afirma que os dados foram encaminhados em novembro e sinaliza aos ministérios que prossigam com as medidas para que a ex-deputada seja trazida ao Brasil.

“Tendo em vista o exposto, determino a expedição de ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas) e ao Ministério das Relações Exteriores, para que adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”, escreveu o ministro.

Condenações de Zambelli no STF

Em 2025, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Primeiro, ela recebeu uma pena de 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica por invadir e adulterar dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Depois, a ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Zambelli recebeu a pena por ter perseguido armada um homem em São Paulo, um dia antes do segundo turno das eleições de 2022.

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