Michelle Bolsonaro conversou com Alexandre de Moraes antes da transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha

| Créditos: © Getty

A conversa ocorreu na manhã de quinta-feira e foi intermediada pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ). A decisão judicial que autorizou a transferência do ex-presidente foi proferida por volta das 17h do mesmo dia.

O encontro com o ministro Alexandre de Moraes teria sido solicitado por Michelle Bolsonaro, motivado por preocupações relacionadas à saúde do ex-presidente. No final do ano passado, Jair Bolsonaro passou por procedimentos cirúrgicos e, mais recentemente, sofreu uma queda enquanto estava detido na cela da Polícia Federal.

Após o episódio, Michelle se manifestou nas redes sociais. “Continuo confiando e agradecendo a Deus, certa de que tudo acontece no tempo do nosso amado Pai, e não no nosso. Sou grata a todos da Polícia Federal que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Que Deus os recompense e os abençoe grandemente”, escreveu.

### Entenda a transferência de Bolsonaro

Ao determinar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, Alexandre de Moraes mencionou reclamações feitas por familiares e apoiadores do ex-presidente sobre as condições da cela onde ele estava custodiado.

No despacho, com 36 páginas, o ministro afirmou que as reclamações não correspondem à realidade. Moraes citou entrevistas concedidas pelo senador Flávio Bolsonaro e por Carlos Bolsonaro, nas quais os filhos do ex-presidente criticaram o tamanho da cela, de aproximadamente 12 metros quadrados, além do tempo de banho de sol, ruídos do ar-condicionado, regras de visita e a alimentação oferecida.

Segundo o ministro, essas manifestações fazem parte de uma “campanha de notícias fraudulentas” com o objetivo de desqualificar e deslegitimar o Poder Judiciário. Moraes destacou ainda que as condições consideradas “absolutamente excepcionais e privilegiadas” não transformam o cumprimento da pena do ex-presidente “em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”.

Mesmo ressaltando a “total ausência de veracidade nas reclamações”, Alexandre de Moraes afirmou que isso não impediria a transferência de Bolsonaro para uma Sala de Estado Maior, que, segundo ele, oferece condições ainda mais favoráveis.
 

Compartilhe: