Mercado ilegal de cigarros eletrônicos gera prejuízo estimado de R$ 244 milhões por ano em Mato Grosso do Sul


O comércio clandestino de cigarros eletrônicos continua provocando impactos econômicos significativos em Mato Grosso do Sul. Levantamento recente aponta que o Estado deixa de arrecadar cerca de R$ 244 milhões por ano em tributos devido à comercialização irregular desses dispositivos, cuja venda permanece proibida no Brasil.

A pesquisa também estima que aproximadamente 152 mil pessoas utilizam cigarros eletrônicos em Mato Grosso do Sul. Apesar das restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os produtos seguem sendo encontrados com facilidade em diferentes canais de venda, incluindo plataformas digitais e mercados informais.

Especialistas destacam que a ausência de um mercado regulamentado favorece a atuação de redes de contrabando e comércio ilegal, dificultando a fiscalização e reduzindo a arrecadação de impostos. Além disso, a circulação de produtos sem controle de origem ou qualidade amplia os desafios para órgãos de saúde e segurança pública.

Mato Grosso do Sul ocupa posição estratégica nas rotas de entrada de mercadorias irregulares vindas de países vizinhos, o que contribui para a expansão desse mercado clandestino. Autoridades federais e estaduais mantêm operações de fiscalização para combater o contrabando e a distribuição ilegal dos dispositivos.

Enquanto o debate sobre uma possível regulamentação segue em discussão no país, os cigarros eletrônicos continuam proibidos para comercialização, importação e propaganda, embora o uso individual não seja criminalizado pela legislação brasileira.

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