MDB de MS define meta de retomada de espaço político para as eleições de 2026

| Créditos: Foto: Paulo Francis/Arquivo


Em convenção estadual realizada nesta quinta-feira em Campo Grande, o MDB de Mato Grosso do Sul elegeu sua nova diretoria e traçou como principal objetivo recuperar a representatividade perdida nas últimas eleições. Atualmente, o partido não possui deputados federais ou senadores pelo estado.

O ex-senador Waldemir Moka foi reconduzido à presidência do diretório estadual para o biênio 2025-2027. Durante o evento, a estratégia anunciada foi a de "reconstrução", com a meta de eleger pelo menos quatro deputados estaduais, um federal e voltar a disputar uma vaga no Senado em 2026.

O partido confirmou apoio à gestão do governador Eduardo Riedel (PP). Para a Assembleia Legislativa, a projeção considera a candidatura de três ex-deputados e do ex-governador André Puccinelli. O número de candidatos dependerá de uma possível federação com o Republicanos ou de uma disputa isolada, variando de 12 a 25 nomes.

A definição de um candidato ao Senado Federal permanece em aberto. O nome da ministra Simone Tebet, devido à sua proximidade com o presidente Lula, encontra resistência interna no diretório, que historicamente se opõe a alianças com o PT. O ex-deputado federal Carlos Marun é citado como outra alternativa.

A nível nacional, uma federação com o Republicanos segue em avaliação e pode depender do posicionamento de outros partidos, como o PL. Apesar do crescimento de legendas rivais, a avaliação da cúpula do MDB local é de que o partido manterá seu protagonismo no cenário político sul-mato-grossense, majoritariamente conservador.

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