Mato Grosso do Sul registra menor taxa de desemprego da série histórica, aponta IBGE

Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério da Previdência Social | Créditos: Pedro França/Agência Senado

O Mato Grosso do Sul fechou o quarto trimestre de 2025 com a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no estado ficou em 2,4%, queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

O índice é o segundo menor do país, ao lado de Mato Grosso e Goiás (ambos com 2,4%), atrás apenas de Santa Catarina, que registrou 2,2%. No Brasil, a taxa média foi de 5,1%.

Números do mercado de trabalho

Em termos absolutos, Mato Grosso do Sul possui 2,29 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Deste total:

1,47 milhão estão na força de trabalho;

1,43 milhão estão ocupadas;

36 mil pessoas estavam desocupadas no período.

A taxa anual também apresentou queda, passando de 3,9% em 2024 para 3,0% em 2025.

Na Capital, Campo Grande registrou taxa de desocupação de 3,1%, a quarta menor entre as capitais brasileiras.

Informalidade em queda

A taxa de informalidade no estado também recuou. São 441 mil pessoas trabalhando de forma informal, o que representa 30,8% da população ocupada — a sexta menor taxa entre as unidades da federação. No país, a média foi de 37,6%.

O rendimento médio real de todos os trabalhos em MS ficou em R$ 3.693, considerado estável. No trabalho principal, a média foi de R$ 3.581, o nono maior valor entre os estados.

Desigualdade de renda

Os dados também evidenciam diferenças salariais:

Homens recebem, em média, R$ 4.094;

Mulheres ganham R$ 3.175 — 22,5% a menos.

Em relação à cor ou raça:

Pessoas brancas recebem, em média, R$ 4.499;

Pessoas pardas, R$ 3.126;

Pessoas pretas, R$ 3.162.

Escolaridade e setores

A pesquisa aponta impacto direto da escolaridade sobre os rendimentos. Quem possui ensino superior completo recebe, em média, R$ 5.960 — mais que o dobro do valor pago a quem tem apenas ensino médio completo (R$ 2.966).

Entre os setores com maiores rendimentos médios estão:

Administração pública (R$ 4.918);

Informação e finanças (R$ 4.662).

Já os menores salários aparecem em:

Serviços domésticos (R$ 1.491);

Ocupações elementares (R$ 1.768).

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