Manifestantes cobram resposta do Incra nacional e mantêm mobilização em Campo Grande

Integrantes de sete movimentos sociais seguem mobilizados em Campo Grande e passaram a pedir diálogo direto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a presidência nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O grupo afirma estar “cansado” de tentar negociações com autoridades locais sem avanços concretos.

Os manifestantes montaram tendas e permanecem acampados na sede regional do Incra desde o início da mobilização. Na segunda-feira (16), cerca de 400 pessoas participaram do ato, reivindicando principalmente maior agilidade nos processos de Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul.

Segundo a coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Estado, Laura Santos, as pautas já foram entregues à direção local, mas agora o objetivo é obter uma resposta em nível federal.

“Queremos dialogar diretamente com o ministro Paulo Teixeira e com a presidência nacional do Incra. Já apresentamos nossas demandas, mas precisamos de retorno concreto”, afirmou.

Demandas envolvem acesso à terra e desenvolvimento dos assentamentos

Entre as principais reivindicações estão a obtenção de terras, realização de vistorias, acesso ao crédito fundiário, revisão de editais e investimentos no desenvolvimento de assentamentos rurais.

De acordo com a liderança, há processos considerados avançados em municípios como Ribas do Rio Pardo, Dourados, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, mas que ainda não foram concluídos.

“Temos vistorias protocoladas que não foram realizadas e áreas em estágio avançado que não se concretizam. Precisamos entender o motivo dessa demora”, pontuou Laura.

Mobilização segue sem prazo para encerramento

Os manifestantes afirmam que permanecerão organizados no local até obterem um posicionamento das autoridades federais. Segundo o movimento, há famílias acampadas há quase duas décadas aguardando uma definição.

A mobilização também destaca a necessidade de fortalecimento de cooperativas e políticas de desenvolvimento rural, consideradas essenciais para melhorar as condições de vida tanto no campo quanto nas cidades.

Sem previsão de encerramento, o grupo aguarda retorno das autoridades nacionais enquanto mantém a ocupação como forma de pressão por avanços na pauta da Reforma Agrária.

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