Mais da metade dos professores em MS são temporários; diferença salarial em relação aos concursados chega a 61%
- porRedação
- 30 de Setembro / 2025
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| Créditos: Reprodução/SED/Ilustrativa
Em Mato Grosso do Sul, professores temporários já ocupam mais da metade das vagas na rede pública estadual. Embora os salários estejam dentro do piso nacional — R$ 4.867,77 para 40 horas semanais, conforme a Lei nº 11.738/2008 —, a remuneração ainda é inferior à dos concursados, podendo chegar a uma diferença de 61% dependendo da especialização.
Segundo a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), o salário base dos temporários varia de R$ 5.363 a R$ 7.512, enquanto docentes concursados em nível inicial recebem R$ 8.671. A presidente da Fetems, Deumeires Moraes, disse que a entidade pretende negociar com o Estado uma política salarial para reduzir gradativamente a diferença, além de assegurar a convocação de aprovados no concurso vigente e a realização de um novo concurso em 2026.
Dados do estudo “Dados e evidências para uma regulamentação nacional da contratação por tempo determinado” mostram que, em 2023, o Estado tinha 26.487 professores efetivos e 14.264 temporários, categoria que cresceu 27,1% desde 2017. Mato Grosso do Sul é um dos sete estados com lei específica para a contratação temporária na educação (Lei Estadual nº 4.135/2011).
Na rede municipal de Campo Grande, professores temporários também enfrentaram alterações salariais. Um decreto que retirava gratificações por qualificação foi revogado após protestos e negociação entre o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e a Prefeitura. A prefeita Adriane Lopes (PP) anunciou que os pagamentos seguirão o piso nacional e que haverá reposição gradual de reajustes acumulados entre 2026 e 2030.
Ainda segundo a Fetems, três municípios do Estado — Batayporã, Paraíso das Águas e Paranaíba — descumprem a lei do piso salarial do magistério.






